 |
O lado perigoso da web 2.0
Por mais interessante que seja a possibilidade de interagir com a Internet por meio de sites colaborativos, essas páginas têm um lado obscuro à espreita. A produção de conteúdo pelos próprios internautas abre margem para que pessoas mal-intencionadas plantem informações falsas e caminhos para pragas virtuais.
- Pode-se colocar em um site um link para um mapa que, na verdade, leva a um código malicioso - explica o gerente de engenharia da empresa de segurança McAfee, José Antunes.
Os ataques focados em sites da chamada web 2.0 - caracterizados pela interatividade com o internauta - são tendência forte para este semestre, conforme previsões de consultorias. Justamente pelos recursos interativos dessas páginas, os desenvolvedores precisam oferecer um maior grau de segurança, insiste Marcos Prado, gerente de desenvolvimento de canais para a América Latina da Websense.
Os criminosos procuram brechas em sites que usam tecnologias mais dinâmicas, informa Eduardo Godinho, da Trend Micro Brasil. A idéia dos criminosos é executar seus próprios códigos nessas páginas, abrindo portas para que informações de serviços populares - que armazenam dados pessoais de seus usuários, como o Gmail, o e-mail do Google - fiquem expostos.
A consultoria Gartner prevê que, até o fim do ano, 30% das grandes companhias oferecerão algum tipo de negócio apoiado na web 2.0. Com isso, terão dois desafios: o de proteger seus usuários e o de evitar o vazamento de informações pelo uso impróprio de ferramentas de colaboração.
- Quando você expõe sua vida na Internet, precisa de estar consciente de que outras pessoas podem tomar proveito disso - alerta Antunes, da McAfee.
Por Vanessa Nunes.
SAIBA MAIS: http://www.clicrbs.com.br/jornais/zerohora/
Fonte: Zero Hora
|
|
|