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Não tenha medo do Linux
Principal concorrente do Microsoft Windows, o sistema operacional GNU-Linux não é mais aquele. Esqueça o programa sisudo, que exigia do usuário o conhecimento de linhas de código para abrir os programas, e que não reconhecia nenhum periférico.
Hoje, o Linux é bem mais amigável. Suas diversas distribuições - como se fossem "modelos" distintos do sistema - têm interfaces parecidas com os programas da Microsoft e com os computadores da Apple. No entanto, pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), feita no fim de 2006, mostrou que mais de 70% das pessoas que compraram PCs no programa Computador para Todos, do governo federal, substituíram o Linux pelo Windows.
Segundo o diretor de pesquisas da IT Data, Ivair Rodrigues, no ano passado, foram vendidos mais de 1,5 milhão de computadores com programas livres. Com a queda nos preços - de 19,06% nos últimos sete anos - , aumentou o contingente de consumidores que estão tendo o primeiro contato com o micro - e, naturalmente, querem o sistema mais simples possível.
- O cliente costuma ter muitas dúvidas sobre o que comprar, e termina sempre apostando no mais barato. Acaba no Windows pirata, que conhece e não paga nada por ele - diz Ivair.
A boa notícia é que não é preciso apelar para a pirataria. Apesar de utilizado por menos gente, o Linux já tem uma boa gama de programas que permite realizar facilmente todas as principais funções de um micro: navegar na internet, editar textos, planilhas e apresentações, ouvir música e vídeos. Melhor ainda: em várias distribuições, esses softwares já vêm embutidos.
As novas versões do Linux deixaram outra velha dificuldade para trás: a de lidar com periféricos, como impressoras, câmeras digitais e pen drives. Esses aparelhos agora são reconhecidos como no Windows, basta conectá-los à porta USB do micro.
Além disso, por ser um sistema criado em colaboração por programadores de todo o mundo, há muita informação disponível na web.
Por Rodrigo Müzell.
SAIBA MAIS: http://www.clicrbs.com.br/zerohora/
Fonte: Zero Hora
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