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Freqüências para TV digital põem Brasil e EUA em lados opostos
O Brasil se opõe aos planos do governo americano de definir as freqüências da TV digital no mundo. O governo vai tentar bloquear a iniciativa americana na conferência que ocorre nesta semana, em Genebra, promovida pela União Internacional de Telecomunicações (UIT). A idéia dos americanos é de permitir que uma banda seja definida rapidamente para que a freqüência usada pela TV analógica possa ser liberada para outros fins, como celulares e internet sem fio. Mas o Brasil é contrário a essa posição. "Enquanto os americanos pegam todas as freqüências existentes para a telefonia, nós precisamos ainda de espaços para outras finalidades. Só a TV pública, por exemplo, precisará de quatro canais", afirmou o ministro das Comunicações, Hélio Costa.
Pelos cálculos americanos, a definição das freqüências abriria um espaço de US$ 15 bilhões para o uso comercial das freqüências que seriam liberadas. Mesmo assim, a posição brasileira é bem diferente. "Nosso prazo para a migração para a TV digital é 2016. Não podemos defender que a freqüência seja definida já", disse Costa. Segundo ele, o governo americano gastou US$ 1,5 bilhão para subsidiar a migração de casas onde a renda não permitia a compra de novos aparelhos.
Mas os americanos tem outra percepção. O embaixador americano Richard Russel estima que a freqüência é "valiosa demais" para simplesmente esperar. Os americanos querem ter concluído a migração da TV analógica para a digital até fevereiro de 2009.
"Sabemos que nem todos os países vão se mover no mesmo ritmo, e que os que farão mais tarde não querem uma definição já. Mas nossa avaliação é de que temos de definir a faixa para que empresas possam se sentir à vontade para desenvolver suas tecnologias", disse Russel.
Por Jamil Chade.
SAIBA MAIS: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20071023/
Fonte: Estadão
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