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O que os brasileiros querem da TV Digital?
TVA diz que perfil de consumo nacional mistura os hábitos de norte-americanos, japoneses e europeus, o que justifica um sistema próprio, mas traz o desafio da novidade.
Ainda não está claro para todos que o padrão de televisão digital usado no Brasil não é o japonês. Para o diretor de tecnologia da TVA, Virgílio Amaral, o que foi adotado no País é “nissei”, pois tem pais orientais, mas nasceu por aqui.
Isso porque precisou adaptar as características de vários padrões e atender aos anseios locais. “Isso não tem nada a ver com promessas de inclusão digital do governo e sim com os hábitos de consumos dos telespectadores locais”, garante.
Segundo ele, os americanos são viciados em televisão e não se importam com mobilidade. Investem em grandes aparelhos e prezam por alta qualidade. A maioria da população é assinante de televisão paga e, por isso não perceberem as vantagens do padrão digital.
De acordo com pesquisa da Forrester Research, até agora 32% das pessoas daquele país não sabem o que é HDTV (televisão de alta definição) e o preço e conteúdo em HD são os itens que mais impulsionam a compra de aparelhos de HDTV entre os consumidores europeus.
Os habitantes do velho continente, a propósito, Amaral destaca que eles não gostam tanto de televisão. São pessoas de mais idade e que não se sentem atraídos pelas ofertas de interatividade. Os japoneses e orientais, por seu lado, são jovens e apaixonados por tecnologia. Mais reservados e intimistas, conforme descreve Amaral, prezam pela mobilidade e a interação – até porque as casas não comportam aparelhos enormes.
Com quem combinam os brasileiros? Nenhum. “Os brasileiros misturam esses hábitos”, garante o executivo. São apaixonados por televisão, adoram novidades tecnológicas, curtem a idéia de mobilidade e, até onde se sabe, também são interessados em interatividade. Esse conjunto de interesses indica, portanto, que o potencial da televisão digital no Brasil é até maior do que nos outros países, apesar de que nada está comprovado.
Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD.
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Fonte: UOL
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