Comunidade libera o beta do Fedora 11: veja as novidades

A Red Hat, empresa que patrocina o projeto open source Fedora, colocou no ar hoje a versão 11 do sistema operacional baseado em Linux. O Fedora tem atualizações de seis em seis meses, que são desenvolvidas por um grupo que conta com mais de 17 mil entusiastas do software livre. Entre as novidades, o sistema operacional permite que programas do desktop instalem automaticamente aplicações, fontes, gerenciadores de multimídia e cliparts. Há também uma aplicação de biometria para máquinas com leitores de digitais, incluindo suporte para configuração por meio de interface gráfica. O Fedora deu os primeiros passos com o Kernel Mode Setting na versão 10, para simplificar o uso e melhorar o desempenho de chips gráficos. Agora, com o Fedora 11, foi aumentado o número de chips gráficos suportados, entre eles Intel, ATI e Nvidia. O sistema operacional também traz o MinGW Cross-compiler, recurso para desenvolvedores que permite compilar e testar programas com todas suas funcionalidades para a plataforma Microsoft Windows. Ainda de interesse direto para desenvolvedores, a distribuição incorpora o Python 2.6, incluindo verificações de compatibilidade de códigos preparados para a nova geração do Python, a Python 3000. O software traz também o NetBeans 6.5, que inclui melhorias para Javascript, AJAX, Ruby e no suporte para bancos de dados. Outro recado da comunidade foi para os usuários de Xfce ou Sugar, que não devem se preocupar com problemas de compatibilidade. O Fedora 11 traz ambientes de desktop Gnome 2.26 e KDE 4.2.1, com as funcionalidades mais recentes a usuários que utilizam estes ambientes gráficos Já o Anaconda, a interface de instalação do Fedora, ganhou um novo código para conversar com novas tecnologias de partições de armazenamento. Segundo a comunidade, o novo código não afetou a interface do usuário, que continua a mesma. As características do novo instalador facilitam a criação de pequenas aplicações embarcadas, como servidores e terminais. Para o gerenciamento de dispositivos, o Fedora traz o DeviceKit - um sistema de serviços modular. Ele foi desenvolvido para substituir parcialmente o HAL (Hardware Abstraction Layer). Já em segurança, o sistema operacional vem com o DNS Security, um mecanismo que pode provar a integridade e autenticidade dos dados do DNS. Nas funcionalidades envolvendo a virtualização, o sVirt MAC integra o SELinux com a pilha de virtualização do Fedora para permitir que o Controle de Acesso Obrigatório (Mandatory Access Control - MAC) seja aplicado em máquinas virtuais convidadas. Por fim, no que diz respeito ao gerenciamento de energia, o Fedora 11 inclui novas utilidades para o monitoramento e um novo daemon que ajusta automaticamente o controle de energia, refletindo o uso atual do sistema. Como é o lançamento de uma versão Beta, ainda podem existir alguns problemas. A comunidade pede para que eventuais erros sejam reportados para que o mantenedor de pacotes possa solucioná-lo. Para isso, basta acessar os sistemas de rastreamento de falhas da Red Hat.

Fonte: INFO ONLINE

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