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Veja o que deve ser considerado no momento de contratar um serviço de banda larga
Contratar um serviço de banda larga é uma tarefa tão complexa que às vezes alugar um imóvel ou comprar um carro são mais fáceis. Comparações exageradas à parte, o fato é que muitos usuários, na ânsia de terem internet de alta velocidade por um preço aparentemente razoável – só na aparência, porque o custo da banda larga no Brasil é um dos mais caros –, acabam levando em consideração apenas informações atrativas como promoções e velocidade.
E por que é tão difícil comprar um serviço de internet? Como mencionado acima, antes de ser atraído pelas promoções, é preciso confirmar se aquilo que for contratado será realmente entregue.
“Antes de fechar qualquer contrato, verifique se a operadora tem condições técnicas de ofertar o serviço em sua região”, alerta Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste. De acordo com a especialista, não são raros os casos de provedoras que vendem o pacote, mas sequer entregam um terço daquilo que foi acordado com o consumidor. Nesses casos, afirma a coordenadora, o cliente tem direito de pedir o cancelamento do contrato sem multa, assim como o ressarcimento do valor em dobro do que foi pago.
Analise bem o contrato
Detalhe imprescindível no momento da compra é ler atentamente o contrato de adesão do plano. A GVT, por exemplo, anunciou campanha de internet de 10Mbps a R$ 59,90 em diversas cidades brasileiras. Mas é preciso estar atento que, para chegar a essa fórmula mágica, o usuário precisa cumprir um período mínimo de dois anos de contrato. Além disso, após um ano, o valor sobe para R$ 249,90. Caso o cliente deseje pagar o mesmo valor, a velocidade da banda cai para 1Mbps durante o dia e 3Mbps à noite e aos finais de semana. Já se decidir rescindir o contrato, a multa é de R$ 200 (proporcional ao período utilizado).
No site da Telefônica, a velocidade de 1Mbps consta por R$ 49,90, porém, três meses depois, o valor sobe para R$ 78,85. Ao entrar em contato com o call center da operadora, entretanto, descobre-se que essa promoção encerrou em 30 de abril, mas o banner não saiu do destaque da página. Em todos os planos, de 500 kbps a 30 Mbps, o contratante precisa manter fidelidade de 18 meses ou pagar multa de R$ 300.
Em pacotes de “vantagens” como os esses, nas entrelinhas de um contrato, é preciso verificar por quanto tempo é válido o benefício e para quanto aumenta após o período promocional. Fátima Lemos, assistente de direção da Fundação Procon-SP, diz que há diversas reclamações de clientes que compraram um serviço achando que pagariam o valor por todo o período de contrato e acrescenta: “O contratante precisa ter muito cuidado com o preço do pacote que será fechado”.
As vantagens à primeira vista podem tornar-se um grande problema depois. “Existem situações nas quais as prestadoras chegam a omitir as informações contratuais e o consumidor acaba aceitando sem dar conta dos riscos”, afirma Fátima.
Reclamações
A percepção tardia é refletida em números de reclamações no órgão de defesa do consumidor. Em 2006, o Procon-SP recebeu 1,7 mil atendimentos relativos à banda larga, já em 2008, esse número subiu para 11,2 mil - um salto de 590%. “O crescimento é expressivo, provando que as empresas não melhoram seus serviços”, afirma Fátima.
Mas na mesma ordem que sobe o volume de insatisfação, a curva crescente de usuários caminha a passos largos. Segundo dados da Telebrasil, em 2008, o País tinha dez milhões de assinantes de banda larga.
A Telefônica, tricampeã no ranking de reclamações do Procon-SP, sendo que apenas em 2008 foram mais de três mil - incluindo telefonia e TV por assinatura - tem a banda larga como um dos pilares que suportam seu crescimento econômico. No ano passado, os serviços Speedy e Ajato totalizaram 2,55 milhões de usuários e sua receita líquida operacional fechou em R$ 15,9 bilhões.
Já a NET, somando todos os serviços, fechou 2008 com 2,2 milhões de clientes de banda larga e receita operacional em R$ 3,7 bilhões.
Maria Inês afirma que o volume de usuários não pode servir como balança de comparação para a quantidade de insatisfação que aumenta a cada ano. “Quanto mais usuários, maior a fonte de renda e, consequentemente, deveriam ser os investimentos em infraestrutura das redes”, afirma.
Dicas de compra
Preço: não se encante pelo valor à primeira vista, ele pode triplicar em poucos meses.
Velocidade: Segundo a reportagem do WNews apurou, nenhuma operadora informa em sua central de atendimento, de espontâneo, a taxa média de entrega. Normalmente, o valor real de donwload corresponde a 40% do contratado.
Região: Como já mencionados, às vezes a operadora pode até oferecer um pacote atrativo. Todavia, lembre-se que essas velocidades altas geralmente estão limitadas a alguns bairros, principalmente das capitais.
Perfil: Mesmo que possa pagar R$ 200 por uma conexão de 12Mpbs, é preciso confirmar se realmente precisa de toda essa banda.
Reclamações: Veja sempre quantas reclamações essa empresa recebeu nos órgãos de defesa do consumidor.
Fonte: WNEWS
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