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A era das cidades de alto “QI”
Depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, a prefeitura de Nova York implementou um sistema de "etiquetas inteligentes" nas roupas e equipamentos utilizados pelos bombeiros da cidade. Desde então, sempre que eles passam pelos pórticos de saída das unidades, uma série de informações fica registrada no sistema da corporação - entre elas, dados pessoais, tipo de equipamento, o destino e a emergência que o bombeiro vai atender.
Nova York é um típico exemplo de "cidade inteligente", conceito que não é novo, mas só agora começa a ser debatido no Brasil. De olho em um nicho que tende a crescer a galope no país, especialmente por causa de eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, a IBM quer difundir esse conceito. E, claro, incrementar suas margens de lucro vendendo softwares de gestão pública. Tanto que criou, há pouco mais de um mês, uma diretoria específica para tratar o assunto "cidades inteligentes".
Fernando de Faria, executivo de Soluções para o Setor Público da IBM na América Latina (outra área que também é vinculada ao tema), sugere que as cidades utilizem câmeras para dar mais agilidade ao trânsito. Monitorando em tempo real o fluxo de veículos, é possível acionar o comando de semáforos de modo que os congestionamentos sejam reduzidos consideravelmente. "Hoje, no Brasil, já vemos uma discussão sobre o assunto. No fundo, a nave está no céu, mas é preciso fazer com que ela pouse", diz Faria. A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 são consideradas ótimas oportunidades para que os gestores públicos coloquem as teorias em prática.
No Brasil, já existem algumas iniciativas que podem se enquadrar no conceito de cidades inteligentes - mas, segundo Faria, ainda são poucas. Por isso, é preciso percorrer um longo caminho para se aproximar de cidades como Nova York, Singapura, Londres ou Paris. "No Brasil, existe uma dificuldade por parte dos gestores púbicos de levar adiante ideias que tenham como objetivo integrar áreas", diz ele. Segundo Faria, nesta semana, São Paulo deu um exemplo do que não acontece em uma cidade inteligente: "Um helicóptero dos bombeiros e uma ambulância da Samu foram para o mesmo acidente. E aí? Quando chegam ao local, vão cortar a pessoa ao meio e cada um leva para um lado!?".
Na região sul, Curitiba (PR) - reconhecida internacionalmente pela eficiência de seu sistema de trânsito - começa a se destacar no âmbito das cidades inteligentes. Tanto que, na semana passada, a capital paranaense foi palco do seminário "Cidades Inovadoras", organizado pela Federação das Indústrias estadual. Desse encontro nasceu o "Projeto Curitiba 2030", que engloba uma série de iniciativas que buscam transformar a cidade em uma referência no uso de tecnologia a favor da qualidade de vida.
Fonte: TERRA
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